Sentimento estranho

O sentimento de solidariedade está dentro de todos nós. Ninguém é insensível quando precisa ser solidário. Um pouco mais, ou um pouco menos ostensivo, o sentimento é despertado e exposto. Não há fonte que o abasteça mais do que o maltrato que recebemos em um dado momento da vida.

No futebol não é assim, porque se adota como absoluto o princípio, de que a desgraça de um é a fonte geradora de alegria do outro.

Não sei se é estranho, mas vou confessar um fato. Apenas para passar o tempo, comecei a ver o Paraná jogar contra o Icasa. De repente, reagi contra o bandeira no gol anulado de Gustavo, e vibrei com o belo gol de Tiago Alves.

Com o tempo de jogo conclui que a torcida era uma espécie de solidariedade aos jogadores tricolores, e a esse brilhante treinador Claudinei Oliveira. Quem gosta de futebol, independente do comando do coração, não há como não torcer para esses jogadores tricolores. Com uma média de 5 meses sem receber alimentos, todos disputam a bola para ganhá-la, procuram todos os espaços do campo, para ocupá-los, tornando a vitória obrigatória para os seus ideais, para o seu orgulho e para a própria honra.

Sem ter a intenção, batem com honra na diretoria.

Nem exercendo o sagrado direito de paralisarem as atividades, inclusive com WO, os jogadores e Claudinei provocariam um sentimento tão forte no povo, como essa lição diária que estão dando na diretoria tricolor. Tapa com a honra deixa marcas incuráveis.

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