Sensibilidade

Ao tratar da sucessão no Coritiba, escrevi que o presidente Cirino e o conselheiro Gustavo Hauer, em silêncio, estão à disposição do clube. E avancei: pesa contra Cirino, não ganhar nada no ano do Centenário; pesará contra Gustavo, um eventual fracasso do “Eternamente coxa”.

Existe um fato presente e irreversível, que é não ganhar nenhum título no ano do Centenário. E uma mera hipótese, o que é bem diferente de um fato já ocorrido, que é um eventual fracasso na campanha de sócios. “Eventual fracasso” foi colocado como condição futura, portanto incerta.

As pessoas só são sensíveis para elogios.

Alguns conselheiros me esclarecem que a fragilidade da campanha de sócios não é da responsabilidade de Gustavo Hauer. Acreditei, mesmo porque nenhum dirigente assumiria tamanha responsabilidade isoladamente.

A culpa é de todo o G9, que de forma imprudente autorizou a terceirização da campanha, sobrando apenas alguns trocados para o clube. E, no entanto, tem um vizinho, que embora incômodo, rival histórico, mostrou exemplo de gerenciamento, ao adotar pela internet, sem intermediários, sem pagar comissão, o limite possível de sócios (24 mil), e ainda abrir uma lista de espera, que aumenta a cada dia.

Carisma

Entre os defeitos que Pelé tem é pensar, que a sua genialidade não se esgotou nos campos. Quando trata de sustentar uma ideia ou um projeto, historicamente, se mostra confuso.

Por isso que no Brasil é mais popular do que ídolo.

Pelé deveria congelar a sua imagem.

E ficar em silêncio.

Tornar-se-ia irresistível como pregador de ideias.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google