Sensatez

Entre os nossos, a única posição sensata sobre a cessão de direitos de televisão foi do vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Entre outras obrigações, a rede de televisão teria que transmitir os jogos do Coxa para o interior do Paraná. Pode ser excesso de idealismo, um sonho, uma ilusão.

Um dos motivos da reclusão do futebol paranaense é o tratamento pessimista que se dá a determinados projetos. Ignora-se a verdade de que ao tratá-lo como ilusório cria-se um impedimento contra o próprio interesse.

O prestigio do futebol paranaense não passa da ponte. Nem questiono perante aos grandes centros, mas face ao próprio Paraná. E nem se atribua à origem do povo que o colonizou. Da origem, nasceram várias gerações, que foram e continuam sendo doutrinadas pela influência da televisão, que beneficia diretamente os clubes de Rio e de São Paulo.

Não é fácil ser diretor de marketing ou publicitário para negociar os direitos da marca (e nela incluem-se todos) dos nossos grandes, diante dos limites que lhe são impostos pelo poder.

Dirão que a rede que ganhar os direitos não irá aceitar. Os Coxas não deveriam recuar diante da aparência ilusória. A negativa não afasta a sensatez de uma ideia.

Sucata

O jornalista Leonardo Mendes abordou com brilhantismo em sua coluna na Gazeta do Povo, o sucateamento irreversível do Pinheirão.

Pego a esteira do colega para provocar outro assunto sobre o mesmo tema: a inatividade da Procuradoria do Município de Curitiba e da Procuradoria Federal, em não levar a leilão por conta da dívida extraordinária decorrente de encargos (IPTU e INSS). Só depende da vontade, pois todas as fases jurídicas já foram alcançadas.

E há, ainda, que se considerar a completa omissão de Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol. É verdade que encontrou o Pinheirão no estado em que está. Mas é verdade também que não fez e não faz nada para procurar uma solução.

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