Não são poucos os torcedores que reclamam que escrevo bem mais sobre o Atlético. Ontem mesmo, na saída do Tribunal de Justiça, um torcedor do Coritiba me fez a cobrança: Por que só o Atlético? Por que é o teu time?
Perdoe-me por perguntar: qual outro clube em Curitiba provoca tantos temas relevantes, que não são necessariamente positivos, como o Furacão? Querem ver? Mostro: na semana do carnaval, não se falou em outra coisa, que não fosse o objeto de ficção Arena Atletiba. E, depois, veio o Atletiba. E no jogo histórico, uma vitória do Furacão com o gol de Luis Henrique, insisto, antológico, por entrar com bola e tudo.
O principal tema de ontem foi o Atlético se preparando para jogar a fase dos nobres da Libertadores. O tema central de amanhã será contra o Universidad Católica, do Chile, o Furacão ganhou, o Furacão empatou ou o Furacão perdeu. E nós teóricos, querendo encontrar as razões. E vejam só o que vem depois: seis jogos, sendo quatro contra dois campeões da América, San Lorenzo e Flamengo. Eu não estou falando de momentos eventuais, de fatos de ocasião, mas de um período que vai durar quase dois meses.
Então, o leitor que se coloque no meu lugar e com a minha responsabilidade de escrever para a Tribuna do Paraná. Sobre o que escreveria, hoje? Do Atlético, não tenho dúvidas.
Então, preciso falar do Furacão. Joga contra o Universidad Católica, do Chile, na Baixada. Embora seja Libertadores, já adianto que será um jogo diferente daqueles contra Millonarios e Capiatá. Nesses, o direito ao erro era estreito pelo caráter eliminatório. A partir de hoje, é uma fase de ida e volta e pontos corridos, que permite a recuperação em caso de um fracasso. Jogos desse caráter permitem que o time seja mais natural, o que implica, entre outras coisas, ter tranquilidade para sair de situações complexas, que com certeza aparecem.
O Atlético é favorito. O futebol chileno, por natureza, e agora, por influência dos técnicos argentinos, anda meio assemelhado com o brasileiro, dando mais prioridade ao jogo com a bola.
A ausência de Grafite, em tese, poderia não ter grande influência. Mas futebol não é tese, é fato e esse coloca Grafite como importante dentro do esquema tático de Paulo Autuori. Mas não deve ser a ausência de Grafite o motivo para o Atlético não ganhar.
Sem saída
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