Os 90 mil tricolores que viram o fracasso do Fluminense, no Maracanã, perdendo a Libertadores para a LDU, do Equador, poderiam bem se inspirar em Martin Luther King e perguntar: ?E agora, para onde vamos??. Só que Luther King perguntou e encontrou a resposta para o alcance da justiça racial nos Estados Unidos.

continua após a publicidade

Mas tamanho foi o trauma que o fracasso causou que os tricolores não encontrarão, tão cedo, a resposta. Seria melhor não encontrá-la, porque é mais chocante que a própria derrota para os equatorianos.

O Fluminense não chegou à final porque desenvolveu um projeto próprio. O que fez foi seguir o exemplo do Palmeiras, com a Parmalat, e do Corinthians, com a MSI. Sob pretexto de uma parceria, deixou o clube na mão de investidores. A idéia do grande time poderoso e rico é absolutamente falsa, pois, no momento em que é preciso ter o comando, conclui-se que ele é inexistente.

Faltou ao time carioca a seriedade que gera a concentração emocional, que se exige para uma decisão. A derrota frustrou a sua torcida, mas evitou um dano ao futebol brasileiro, que era consagrar a falta de projeto e alguns embustes profissionais, esses tendo a representação viva em Renato Gaúcho, um suposto treinador. E o Fluminense não jogava só isso, pelo desfile no Maracanã, jogava também a recuperação do orgulho de uma certa burguesia, que teima em não aceitar que o seu tempo já passou.

continua após a publicidade

A Liga Deportiva Universitária, do Equador, foi brilhante, porque foi objetiva, portanto, seria, em consequência, concentrada. Absolutamente justa a sua conquista, que, acima de tudo, premiou Guerrón como um raro fora-de-série no atual futebol mundial. Talvez. Guerrón seja o revolucionário que devolva os pontas-pontas ao futebol.