Sem fantasias

Pobre iludido, procurei na lista de Tite o nome do menino Renan Lodi, lateral-esquerdo do Athletico. Parecia aquele jovem egoísta que não estudou e ainda tinha esperança de ver o seu nome na lista de aprovados no vestibular.

E Renan Lodi não está na lista do Brasil. É possível que o nome do menino não tenha sequer sido lançado numa simples minuta de lembranças do treinador.

Sabe, tinha lá minhas esperanças. Lodi terminou 2018 e começou 2019 como o melhor lateral esquerdo jogando no futebol brasileiro.

Não duvido das intenções de Tite, embora pareça estar escolhendo o que é melhor para ele e não para o Brasil. Quando se carrega um time de veteranos, é sinal de que descarta plano futuro para proteger-se com a experiência. Ao contrário de Felipão, que em 2002, não se preocupou em levar o recém-nascido Kleberson e transformá-lo no melhor coadjuvante de um Brasil cheio de estrelas.

Mas de ser melhor da posição jogando no Athletico não quer dizer muita coisa, já estou convencido. O que significa ser o melhor da posição, jogando no Furacão, quando a própria instituição propaga os feitos de seu dono Petraglia, que se apresenta como um deus, desprezando o ídolo de campo.

Veja só o leitor se eu não tenho razão. Revise o noticiário do Athletico e conclua qual é o seu personagem principal. É um clube em que se evita ao máximo a criação de estrelas e de ídolos de campo.

Voltamos a velha retórica do pecado da marginalidade, que sempre reduziu a nossa importância. Se jogasse no Flamengo, no Palmeiras ou no São Paulo, o que está jogando no Athletico, Renan Lodi seria convocado.

É um clichê de pequenos que carrega uma grande verdade.

Gente fina

O gerente de futebol Rodrigo Pastana, do Coritiba, está respondendo processo por improbidade administrativa. É um dos acusados de uso indevido de dinheiro público quando era dirigente do Barueri.
Gente fina é outra coisa.

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