Sem desculpa

A derrota no futebol, em qualquer circunstância, nunca é um fato natural. Descarte-se, então, a desculpa de que perder em início de temporada faz parte do projeto. Trato como desculpa, por ser próprio do dirigente e, principalmente, do profissional incapaz – aqui, com perfil de enganador.

Não alcançar de imediato a normalidade é o normal. Seria ir contra a própria natureza do aprimoramento das mais diversas condições, em especial, físicas, psicológicas e técnicas.

Mas não mostrar o mínimo de evolução é a prova objetiva de que não se pode atribuir o motivo da derrota ao tempo. O que se tem aí é inércia, que no futebol confunde-se com o trabalho sem projeto, ou se projetado, mal executado. A falta de projeto é omissão, irresponsabilidade; a má execução é a incapacidade. As duas, imperdoáveis.

Há tempo faço criticas sobre a capacidade de Sérgio Soares. É um técnico sem discurso, alienado à direção de times pequenos, que não tem compromisso com a vitória. Não tem cultura de organização tática de um time. O que faz é o comum, mecânico, que lhe impede de criar variações no trabalho diário, e em especial durante um jogo.

O jogador, em regra, não é bobo. Ele é consciente dos limites do comando. Deste Atlético, quem trabalhou com Lopes, e mais recentemente com Carpegiani, sabe até onde pode chegar.

O mais grave de tudo é que todos veem que está se perdendo tempo e dinheiro. Menos os dirigentes, que têm obrigação de zelar pelo clube.

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