Em Chapecó, Chapecoense 1×1 Paraná. Quem não sabia de que divisão se tratava, bem que poderia imaginar ser um jogo de terceira divisão. Com certeza, não acreditaria que se tratava de um jogo da 1ª divisão do futebol brasileiro. Convencido deste fato, compreenderia a razão do futebol brasileiro estar rebaixado a esse estado técnico deplorável. Nada mais deprimente do que o jogo no “Índio Condá”. Mas essa é uma questão que não pode ser limitada à Chapecoense e ao Paraná. Estendendo-se, alcança o nosso futebol como regra.

continua após a publicidade

Não sei se não perder estando na lanterna, já se tornou um consolo para a torcida tricolor. Pelo menos nesse jogo, o empate não deve ter sido adotado como um consolo. Ao contrário, foi a prova definitiva de que não há nenhuma esperança com esse time.

Outra vez, o Paraná foi bem ordenado pelo treinador Micale. Outra vez, como ocorrera contra o Sport, foi superior no 1º tempo, e criou chances para resolver o jogo. Mas, outra vez, quando se reclamou a solução, parecia que estava se exigindo o impossível. Desta vez, o limite, foi ter que buscar o empate, que ocorreu com o gol de Carlos.

Como explica-se que o gerente Pastana e o presidente Leonardo contrataram mais de 30 jogadores, oneraram com um valor próximo a 1 milhão de reais, e não se consegue ter onze decente? E, até o argumento de que é um time em formação está esvaziado. Quando no quarto jogo não se constata nenhuma evolução, e quando o técnico não é o culpado, o que tem que ser feito?

continua após a publicidade

Se dentro do clube não tem ninguém com a disposição, argumento e coragem de responder, a resposta deve estar na arquibancada.

Gratidão

O Coritiba vai continuar jogando a sua angústia: pela Segundona, contra o Brasil (Pelotas), no Couto Pereira. Obrigado a ganhar o jogo, torna previsível a vitória. Afinal, é contra o Brasil. Não haverá explicação para outra coisa. E continuará jogando sem Kleber, aquele que foi seu “gladiador”.

continua após a publicidade

Fui procurar saber a razão da ausência de um jogador que ganha 250 mil reais por mês. A informação que recebi (e a confirmei por fonte oficial), que antes do Atletiba, que decidiu o título Estadual, Kleber pediu a prorrogação do seu contrato até dezembro de 2019, quando, então, pretende encerrar a sua carreira. E afirmou que “por gratidão” ao Coritiba, não queria ganhar “um único centavo à mais”, do que está ganhando. O clube não aceitou, e então, Kleber entendeu que é melhor ficar como está.