O Paraná até que deu a impressão que iria bem no jogo de São Januário.
Mas logo aconteceu o que é previsível para um time que joga para vencer no erro adversário: o plano imediato se exaure, e o mediato passa a ser a improvisação. Vasco, 3 a 1.
No caso do Paraná concorreu o agravante de que o Vasco não só não errava como era absolutamente correto: adiantando a marcação, jogou o Paraná para a defesa, e os gols foram conseqüência do domínio.
Os fantasmas de São Januário nem apareceram:
o árbitro foi correto, a torcida disciplinada, e Eurico em silêncio. O Vasco não deu a mínima chance ao Paraná, tornando absolutamente lógico o resultado final.
Contra o Santos, mais do que um jogo difícil, o Paraná joga a última chance de continuar dependendo só de si para chegar à Libertadores.
Estrela
A estrela paranaense no Rio de Janeiro, ontem à noite, acabou sendo o advogado Domingos Moro. Não vi o julgamento, mas soube da atuação do dr. Moro.
E nem precisava saber, pois a pena mínima de um jogo dada ao Atlético, já revela o brilhantismo de sua defesa. Da forma como foi posta a denúncia e da forma como foi sustentada pelo procurador dr. Paulo Schmidt, torcedor do Paraná, a pena acabou confundindo-se com a própria absolvição.
A propósito, neste julgamento veio se confirmar o risco que é o dr. Paulo Schmidt participar de processos envolvendo os clubes de Curitiba.
Suas posições sempre são influenciadas pela mídia para o bem ou para o mal, para ser justo, ou em tese, injusto.
Reação
Houve quem concluísse que a reação do Coritiba seria irreversível. Escrevi que se valorizava demais América de Natal e Paulista, e desvalorizava na mesma proporção o Coritiba.
Agora está definitivo:
entre Coritiba e América, quem ganhar do Atlético Mineiro ganha a quarta
vaga. A diferença de dois pontos a favor do time de Natal pode ser compensada com um fator: o local.
O América joga no Mineirão.