Sem carnaval

Não existe quase nada pior do que o campeonato paranaense. Bem pesquisado, só o catarinense. A média de público por aqui não bate na casa de dois mil pagantes. Nem o maior clássico consegue sensibilizar. No Atletiba, pouco mais de dez mil pessoas foram ao Couto Pereira.

Mas não é tudo. Corre o risco de ficar pior. Para isso, basta o Paraná ser eliminado da próxima fase, o que é provável diante da complexa combinação de resultados que precisa ocorrer para classificá-lo. Não que o Paraná, atualmente, seja um grande apelo popular. Ao contrário, foi esvaziado ao se submeter como refém do Pinheirão, enquanto a central e atraente Vila Capanema vira sucata. Mas, apesar de todo os esforços de esgotá-lo como time de futebol, dos mais diversos dirigentes que por lá passam e que lá estão, mantém alguns encantos. Em bom estado, a sua torcida aparece.

O Paraná joga amanhã em Prudentópolis. Da complexa combinação que se exige, é o jogo mais importante do domingo de Carnaval. Não ganhando, o que é possível, não haverá combinação matemática que lhe dê a vaga. Dizem que treinou bem e que melhorou. Acredito por respeito, mas não acredito muito por convencimento. É duvidoso o conceito de treinar bem e melhorar, tratando-se de time de qualidade técnica cheia de limites.

De qualquer maneira, é bom que o Paraná ganhe a vaga. Só assim, o campeonato ficará menos ruim.

Atração

A grande novidade do Coritiba em Beltrão é um pouco sem lógica: Roberto Brum estará no banco. Ganha lógica na medida em que o histórico do jogador o conduziu a um estágio de intocável. E não necessariamente por ser um grande jogador.

Presumo que Antônio Lopes não promove a volta de Brum, não porque esteja convencido de que é melhor para o time. Mas, porque, quer ser coerente. A única boa partida que o Coritiba fez esse ano foi contra o Olimpia, sem Brum. Por coerência mantém o mesmo time.

Mas é uma situação temporária, não tenham dúvidas. Ninguém joga mais que Brum no meio-campo do Coritiba. Se Brum joga pouco, então os outros jogam menos.

Espetáculo

As atitudes adotadas pelo treinador Mário Sérgio Pontes de Paiva tiram a chance do time do Atlético, já classificado como primeiro, ser folgado na Arena contra o Rio Branco.

Recolhendo todos os jogadores em concentração desde ontem e até o dia 29, Mário Sérgio provocou a seriedade em um jogo que nada soma para o Furacão.

Será um grande jogo, porque o Rio Branco, do interior, é o melhor time. Ir à Arena e ver Washington guardar mais dois, é um bom programa neste domingo sem carnaval.

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