Bate o telefone, é Alex, de Istambul.
Pergunta-me se eu ando nervoso. Pergunto qual a razão da desconfiança e ele vai respondendo: se é pelo Atlético, fique calmo. Ele e o Coritiba não vão cair.”
Folgo em saber. Alex não sabe apenas jogar futebol. Vê e conhece o que sabe fazer, o que hoje é uma raridade entre jogadores.
Na verdade, sequer tenho motivo para andar nervoso.
Eu fico é angustiado quando tenho que cumprir a obrigação de escrever meu texto para a Tribuna. É que nós jornalistas andamos sofrendo com a falta de assunto. Na verdade viramos sofredores, de transformar de forma unânime um bom jogo do Atlético contra o líder Palmeiras, em acontecimento. E, no entanto, o Furacão perdeu outra vez. O humor do histórico Raul Mazza do Nascimento resumiu: “Foi uma bonita derrota!”
E aí vem o treinador Ney Franco, do Coritiba, e vai atribui a si próprio nota 10. Justifica: “Montei um esquema que Geninho não esperava”. Presunção ou ironia do bom técnico coxa-branca? Se foi presunção é perigoso, porque qualquer um surpreende Geninho, no Náutico. E, aí, Ney pode acreditar ser uma nova versão de Rinus Michels, o holandês de 1974. Se foi ironia, o perigo é maior, pois não é época de brincadeira.
Isso sem lembrar do Paraná. Aliás, tricolores escreveram perguntando porque os esqueço. É uma forma simpática de respeitá-los.
Só para se ter uma idéia da terra em que vivemos, a última grande notícia é que Mario Celso Petráglia pode comandar o Operário de Ponta Grossa, mas não recusou, ainda, o convite do grupo de Kleber Leite lhe assessorar no Flamengo.