Sem a bola

Um lance isolado, sem a bola. Nele, uma provocação voluntária, seguida de uma reação sem tempero, de frente para um bandeirinha com os olhos esbugalhados por primeiras intenções. Daí, algumas excelências sem toga, parecendo meninos manejando autoramas, acendem o pavio. A explosão é inevitável.

A provocação proposital de Lucas Mendes, seguida do revide de Guerrón, a sua expulsão pelo bandeirinha, que estava determinado a olhar apenas algumas coisas, a denúncia de agressão e o julgado do Tribunal. Todos são elementos que criaram, por enquanto, o detalhe fundamental para o Coritiba ser o favorito nessa final com o Atlético. É que todo o jogo do time de Carrasco, seja ele ofensivo com a condução da bola, seja ele em velocidade com o lançamento da bola, tem um único núcleo: Guerrón.

Sem Guerrón será preciso criar outra forma de atacar. Sem Guerrón não há outra forma de atacar como o Furacão ataca. O detalhe de toda essa fórmula é que o componente que os ingleses, inventores do futebol, garantem ser o mais importante em um jogo, nunca esteve presente: a bola.

Com a bola

O atacante Patrick teve a bola, o campo aberto e um goleiro, saindo aflito, já com o sentimento de perda o dominando. Mas Patrick, um dos três centroavantes contratados pelo Atlético (os outros são Léo Mineiro e Fernandão) perdeu o gol. E, depois, perdeu outro, e depois foi Héracles quem perdeu mais um. Mais grave: podem ter jogado fora a classificação sobre o Cruzeiro na Copa do Brasil.

O primeiro gol perdido por Patrick é uma resposta imediata para o baixo nível técnico do futebol brasileiro. O jovem para ser vendido e beneficiar empresários, tem picotada a sua formação. Para Patrick faltaram dois fundamentos que são mandamentos para o atacante: condução da bola no espaço livre e a visão do gol no momento de arrematar.

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