Juro por Deus, o Atlético que não ganhava há 9 jogos, ganhou; e Walter, que não marcava há 7 jogos, marcou. E não foi uma vitória qualquer essa de 1×0. Foi no místico Maracanã, contra o poderoso Fluminense, de quem o Furacão não ganhava há seis anos.

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Mas apesar de todas essas características que a tornam portentosa, essa vitória do Atlético acabou em segundo plano. É que não teria o gol de Walter, não haveria vitória se não houvesse o goleiro Weverton.

Quando o gol do Furacão aconteceu no segundo tempo, Weverton já havia levado o Fluminense ao mais completo estado de desânimo com quatro defesas, que para um goleiro comum, poderiam ser atribuída à uma intervenção divina. A sequencia de defesas, da saída do gol para enfrentar Vinícius no cara a cara, e de imediato ao voo para cortar o chute de Gustavo Scarpa, só não ganha o estágio de milagre, por Weverton ainda ser considerado um simples mortal. E no Atlético não é permitido ter mais do que um deus.

Dirão que as suas defesas no Maracanã foram defesas impossíveis. Está aí um grande equívoco. Para um goleiro como Weverton, pode existir uma ou outra defesa mais dificil, mas nenhuma é impossível. Quando afirmo que o goleiro do Furacão deveria estar entre os goleiros da seleção brasileira não escrevo com o espírito de aldeia, tampouco com a alma rubro-negra, mas com o fato dele ter o poder de transformar o impossível em possível, como se fosse um aluno de Gandhi.

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Dizer que o Atlético ganhou porque jogou mais do que o Fluminense não é certo. Jogou alguma coisa no segundo tempo com a troca de Bruno Mota por Hernani. Só por causa de Weverton pode jogar pela única bola, a que Marcos Guilherme colocou na cabeça de Walter.

Fracasso

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No último lance do jogo do Couto Pereira, a bola foi para um espaço vazio do ataque do Coritiba, que só era ocupado por Negueba. Negueba foi ganhar posição para dominá-la, mas caiu sozinho. O lance acabou se transformando num símbolo do atual Coritiba de Bacellar. A derrota para o São Paulo (2×1) foi o resultado justo para o time que, tendo que errar pouco, perde os gols que Kleber e Henrique Almeida perderam.

Quando o jogo reclamou um talento para decidir, Pato e Ganso fizeram linha de passe em um palmo de gramado. Pato fez um gol antológico.