Sem brilho técnico para consumo, o brasileiro vê nos jogos da Europa um conforto para continuar gostando de futebol. Bem por isso, uma boa massa correu para ver PSG 2 x 2 Barcelona, pela Copa dos Campeões.
Uma coisa é ver o futebol levado pelo sentimento da paixão. Outra é ver o futebol como esporte. Sou, ainda, conservador em muita coisa. Ver futebol sem ser provocado na emoção, seja pela alegria ou pela tristeza, é vazio. A beleza quando se isola das reações interiores, se deforma.
Hoje, o Atlético joga. Contra o Brasil, em Pelotas, estreia na Copa do Brasil. Entra na segunda fase do seu excêntrico projeto, que não programa jogos oficiais na época mais importante da preparação dos times, que é de janeiro a março. Sonegou o preparo a um time carente de qualidade e de comando técnico inseguro. Talvez, a vontade de fundo desse projeto de Petraglia fosse a de que o Furacão pudesse ser congelado, e não precisasse jogar este ano.
O mínimo que se espera é que elimine o fraco Brasil. Há momentos na vida que não há nenhuma desculpa para o fracasso, por mais que existam. Mas há todas as obrigações para a vitória.
O Atlético, enfim, volta a jogar. Devolve-nos a emoção, valor de vida que nenhum projeto é capaz de acabar.
Dinheiro público
Uma medida provisória já tem texto definitivo, só faltando a presidente Dilma assinar: a Fazenda Federal vai renunciar o crédito já consolidado junto aos clubes de tributos previdenciários. O maior devedor é o Botafogo, com 563 milhões de reais. Entre os paranaenses, o Coritiba, com 110 milhões de reais. Na lista não aparecem alguns poucos, porque, presume-se, não devem. Entre eles, o Atlético.
É dinheiro público que se está dando aos clubes devedores. Dinheiro em espécie, diferente do potencial construtivo, que é ilíquido e depende de mercado.