Cada pênalti feito pelo Atlético, parecia o sino do poema “Impressões do Crepúsculo”, de Fernando Pessoa: “cada badalada, soa dentro da minh’alma”.
O Furacão perdeu o jogo para o Bahia (1×0), mas levou a vaga nos pênaltis, 4×1. Ganhar assim, em um torneio de resultados, não torna menos preciosa a conquista.
Mas não se pode negar, foi sofrido. A impressão foi a de que o Atlético estava carregando um peso, que não tinha forças para carregar. Bem por isso, espalhado em campo, era um time desorganizado. E, aí, submetendo-se ao domínio do time de “cobras criadas” do Bahia, entregou-se. Com o zagueiro Grolli, em bola previsível lançada de lateral, vejam só, os baianos fizeram 1×0.
Confesso que temi pelo pior. Com Tiago Nunes no comando, ainda, não tinha visto um Furacão tão inseguro e tão impreciso. Mas, aí, Bruno Guimarães entrou no lugar do nulo Wellington. Melhor organizado, o Furacão não sofreu maiores riscos.
E, daí, foi tão perfeito na cobrança dos pênaltis, que pareceu ter se programado para tal aventura.
Agora a disputa é com o Fluminense.
Um rival histórico, cheio de poder.
Resta saber se o Furacão vai recuperar o seu futebol.
O que jogou nos jogos contra o Bahia não é o que pode jogar.
Jonathan foi o melhor em campo.
Verdades
O Desembargador José Hipólito Xavier da Silva, coxa dos maiores, já sem consolo, manda-me a seguinte mensagem: “O PT e seus seguidores, e bem assim o Dr. Samir e muitos dos seus, têm idêntica característica. Apesar dos graves erros cometidos e das suas nefastas consequências, nenhum deles tem a grandeza suficiente para reconhecer e, no mínimo, se desculpar. A democracia tem mesmo seu preço. É alto, muitas vezes. Abs”.
Uma mensagem que aproxima verdades, que por natureza, parecem distantes.