O Campeonato Brasileiro de Renato Gaúcho é razoável: nos últimos sete jogos, foram três vitórias e quatro empates.

continua após a publicidade

Mas o Campeonato Brasileiro não é de Renato Gaúcho. É do Atlético, e bem por isso, não se pode individualizar campanhas, analisá-las em pedaços. E nem o treinador pode usar como defesa o trabalho anterior à sua contratação. Quando chegou, a situação precária deixada por Adilson Batista já estava consolidada.

Não há críticas, por enquanto, a se fazer a Renato Gaúcho. Ao contrário, só elogios. Deu o improvável equilíbrio tático ao time e o Atlético só deixou de ganhar do Corinthians, São Paulo e América quando teve a vitória parcial e o domínio do jogo, porque sempre chega o momento em que a qualidade do jogador é mais importante que o treinador. E a qualidade individual não é o forte desse time do Furacão.

Hoje, na Arena da Baixada, o Atlético joga contra o Galo, seu concorrente na fuga do rebaixamento. Não basta continuar invicto. A saturação da perda natural alcançou um estágio, que um ponto passa a ter pouco significado para quem, a partir de agora, vai precisar sempre de três.

continua após a publicidade

Em Goiânia

Pode não parecer, pode parecer estímulo à intranquilidade, mas não é. Certa vez, o saudoso Hélio Alves me convenceu de que há um momento em que um time para se recuperar precisa ser pressionado por si próprio. Entendam como time, não só os jogadores, mas o treinador e os profissionais e dirigentes responsáveis pelo futebol.

continua após a publicidade

Um dos motivos que justifica a campanha insegura no Coritiba é a absorção com exagerada naturalidade dos problemas técnicos e individuais. Eles surgem, mas são ignorados. Repetem-se, mas são desprezados. O retrovisor do Coritiba não está tão limpo como se imagina.

O Coritiba joga hoje em Goiânia, contra, imprevisível Atlético. Precisa ganhar. Mas precisa, também, já saber responder se uma derrota, também, será natural?