Tiago continua (em espírito)

Pelo Brasileiro, no Morumbi, São Paulo 0x1 Athletico. Em época de desconforto, bem que o Athletico deveria marcar um jogo contra o São Paulo: a vitória é certa. Sob desconfiança, buscando, ainda, absorver a saída do grande Tiago Nunes, o Furacão foi jogar no Morumbi, contra o São Paulo. Não deu outra: 1×0, deixando o São Paulo e o técnico Fernando Diniz, desnorteados.

Concordo que existe e vai existir vida sem Tiago. Mas, não se pode negar, que os efeitos da sua influência, por algum tempo, irão se propagar no comportamento do time. O criador desse Furacão estava longe do jogo do Morumbi. Mas, o seu espírito estava à beira do gramado. Parecendo aquele filho bem-educado que sai para estudar fora, o Furacão manteve um comportamento sem censura.

E, é bem ordenado que, ocasionalmente, é capaz de superar a ausência dos seus três melhores jogadores de linha. Como nesse jogo, picotada por contusões e suspensões, sem Léo Pereira na zaga, e em especial, Bruno Guimarães e Cittadini, no meio-campo, a ordem atleticana foi tão perfeita, que as limitações de Camacho, Bruno Nazário, Bambu e Cirino foram absorvidas com naturalidade.

O gol de Cirino no último minuto pode ter sido ocasional para um time que, querendo, mas não precisando ganhar, já havia desistido de atacar. Mas, nada mais justo, para um time que não quer se submeter a orfandade do seu “pai”. O goleiro Santos fez duas defesas, que para um goleiro comum, seriam improváveis, quase milagres. Mas para um goleiro de seleção brasileira, embora grandes, simples defesas.

Perfil

Alguém na transmissão do Morumbi, na Globo, noticiou “O Athletico já está traçando o perfil do novo técnico”. Depois, comentou: “O clube é muito exigente nessa questão de treinador …”. Despreza-se a memória dos fatos e dos torcedores. Estou me perguntando até agora: qual foi o último grande treinador que o Furacão contratou? Tiago Nunes, com certeza, não foi. Afinal, como o próprio clube afirmou, “até um dia desses treinava o Sub-19”, e até o final de 2018, era treinador interino. O último foi Fernando Diniz, que substituiu Paulo Autuori, a quem se deve o direito autoral de tudo o que ocorre atualmente em matéria de futebol no Furacão.

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