Santa vitória

Em Vila Capanema, Atlético 1 x 0 Atlético Mineiro. O Atlético é o nosso, deveria ser a manchete dos jornais. Quando o jogo é picado pela marcação, falta espaço para ter sequência. Torna-se um jogo mordido remetido ao empate, em regra, sem gols. Para se provocar um desequilíbrio e a vitória, não basta só correr e lutar. É preciso antever uma jogada, e para isso, é preciso ter talento e inteligência.

O Atlético conquistou a sua maior vitória neste Brasileiro, contra o campeão da América, porque tinha Paulo Baier. O gol de Roger foi consequência das virtudes do velho ídolo. É que para abrir espaço para Roger, saiu da área, carregando junto a zaga mineira. De posse da bola, já sabia que tocando de primeira encontraria Roger dentro da área, em um espaço livre.

O Furacão foi irrepreensível por que foi sério ao respeitar o poder do Galo. Não quis todas as coisas ao mesmo tempo. Quando precisou se defender, foi humilde. Quando precisou atacar, foi ambicioso. Em nenhum momento, se sentiu confortável com o empate, mesmo tendo que aceitá-lo como lógico, em virtude da qualidade do time de Cuca.

O melhor em campo foi o goleiro Weverton. As duas defesas que fez na fase de superioridade do Galo foram fundamentais para o Furacão manter-se organizado e correr pela vitória.

Foi uma doce e santa vitória.

Nova derrota

Como se fosse obediente a uma rotina, o Coritiba perdeu outra vez. Agora, em Campinas, para a frágil Ponte Preta: 1 x 0. Tão grave quanto a derrota foi o fato de que o time não jogou mal. Ao contrário, foi superior. É aí que surge a gravidade do problema. Quando um time joga mais que o adversário, mas não consegue ao mínimo empatar, a tendência de derrotas é irreversível.

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