Foi envergonhado que assisti a cataclísmica derrota do Atlético para o Rio Branco. Mais grave: não me surpreendi. E quando não mais nos surpreendemos com as derrotas do time do coração, é que a paixão anda quase em marcha de recuo, estágio próximo da indiferença.

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A exceção da paixão do torcedor, tudo no Atlético é artificial e antinatural que se traduz em uma vida sem graça. A partir da volta de Petraglia, com uma Baixada, cinza e coberta, o Furacão passou a viver uma ficção, que agora é brutalmente desmentida pela realidade dos resultados no campo.

Mas não se enganem os atleticanos: Petraglia se sente feliz com derrotas como essa, pois é com elas que consegue afastar a torcida, castrar as suas ilusões. Quanto mais vazio, mais ele cresce porque obriga a se adotar o princípio da exclusão para a escolha dos dirigentes. Não há ninguém mais poderoso do que Petraglia num ambiente de inércia. E o Atlético, quando se vê alguns movimentos contrários e quem os comanda, obriga-se a ficar de joelhos adorando o seu senhor. A instituição é um vazio de pessoas. Quem está lá se omite porque é covarde como o Conselho Deliberativo, ou porque direta ou indiretamente tem um benefício financeiro: come na mão de Petraglia; e fora está esvaziado, desde que Fornea e Adur que, também, ancoraram o novo Atlético, se afastaram. O Atlético sangra e ninguém tem capacidade de tirar o punhal das mãos de Petraglia.

Tradição

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No Couto, Coritiba 3×0 Londrina. E os coxas não precisaram de muito: com a camisa jogadeira (o branco cortado pelo verde), com a torcida e com Negueba, o melhor jogador do campeonato, fizeram o Londrina tremer.