Iria começar a coluna escrevendo que um jornalista pode ser apaixonado e parcial inteligente, ou simplesmente esforçado. Mas ele não pode ser incoerente.
Bem por isso, não iria transformar a vitória do Atlético sobre o Paraná como uma realização final da recuperação do time de Geninho. A vitória foi folgada (3 a 0), é verdade. O time teve alguns momentos brilhantes no aspecto tático. Mas nem por isso, iria ser incoerente.
Houve quem da grande mídia pregasse no Coritiba a identidade de campeão paranaense, depois da vitória sobre o Paraná por 2 a 0. Então, escrevi que vencer esse Paraná que anda por aí, não é referência de título futuro. Se não era para o Coritiba, não seria para o Atlético. Mais, eis que o Coritiba derruba toda a minha ânsia de imparcialidade: ontem no Couto Pereira, foi derrotado, esfolado, bailado, humilhado pelo Iraty – que jogava de azul por fora, mas de vermelho e preto por dentro.
É que em Irati mora um certo Jorginho, que sonha em ver o filho Marcos campeão como presidente do Atlético, e exigiu que o outro filho, Sérgio, lhe ajudasse. Sérgio é presidente do Iraty. Foi a representação viva do que a família unidade representa como valor.
E eu, que já tinha perdido um bocado das ilusões, agora tenho que procurá-las. Depois dessa derrota do Coritiba, não será difícil encontrá-las, embora estejam assustadas pelo que outra gama de Malucelli – essa lá de Morretes, anda aprontando.
Mística
Quem é mais forte: o Atlético ou a Baixada?
Fiquei em dúvida no sábado, quando o vice-presidente Enio Fornéa Júnior me contou que o Atlético colocou 1.100 cadeiras para vender no setor Madre Maria. Em cinco dias, foram vendidas 1.057 cadeiras, de forma direta, sem precisar pagar 30% de comissão, como uma empresa terceirizada arranca do Coritiba.