Já nem lembro quantas vezes perguntei, mas não custa repetir minha dúvida: o que é justo ou injusto no futebol? Só sei que a única verdade é o resultado, principalmente, a vitória.
Foi justo o Atlético sofrer o gol de empate do Cruzeiro no último lance do jogo? Não foi se o que interessava era a vitória.
Mas seria justo o Cruzeiro perder pelo domínio que exerceu durante todo o jogo, e pelos gols que Ramirez perdeu?
Se justiça ou injustiça no futebol, a vitória é a única verdade, então sou mais subjetivo: o Atlético teve sorte ou azar no empate com o Cruzeiro, 2×2. Mas, aí, lembro de Renato Teixeira cantado por Elis Regina: ?Se há sorte eu não sei, nunca vi? (Romaria).
Meu texto só seria de provocações, indagações e dúvidas se o Atlético não fosse a causa imediata de tudo. Então, continuo provocando dúvidas: por que Lopes excluiu Valencia, o melhor em campo, e deixou Alan Bahia? Por que perde 45 minutos com o indescritível Dinei, em prejuízo de Pedro Oldoni?
O que faz, afinal, Antônio Lopes, no Atlético? Atlético 2 x Cruzeiro, 2.
O resultado foi justo, porque o Atlético teve sorte.
Foi isso? Não sei.
Esquadrão de Ouro
Nada supera o futebol, embora essa certeza nos dias de hoje seja imposta mais pela cultura esportiva do povo brasileiro. Mas não há como deixar de exaltar essa seleção brasileira de vôlei. Ela simplesmente encanta e comove porque na história, é um dos poucos times de esporte coletivo que chegou à perfeição, e que desse estágio não se afasta.
E não pense que é produto só do comando do treinador Bernardinho, embora seja a causa imediata. É conseqüência dessa geração de craques, da qual o começo e o fim estão em Giba. Ele é o núcleo. É o resumo deste Brasil que só existe em uma quadra de vôlei. Nem no campo, temporariamente, existe mais.
Na história de esportes coletivos, só o futebol teve times perfeitos.
O Brasil de 1958, que entrou para a história como o ?Esquadrão de Ouro?, o Brasil de 1970, e talvez, em algum momento, o Santos de Pelé.