O bairrismo, embora tenha sido absorvido pela evolução das relações humanas, ainda guarda um resto de antigamente. Há, por exemplo, quem desdenham os gaúchos. No futebol, em especial. Torce-se contra Grêmio e Internacional, como se o fracasso deles repercutisse em benefício dos nossos. Pura bobagem. No futebol principalmente.

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Juntos, Grêmio e Inter ganharam nove títulos nacionais entre Brasileiros e Copa do Brasil, o Juventude já ganhou uma Copa do Brasil. O nosso limite foi o segundo título brasileiro, o do Atlético em 2001. Antes só em 1985 com o Coritiba.

Nas grandes conquistas brasileiras sempre teve gaúcho saindo de Inter, ou Grêmio. No time épico de 1970, era o gaúcho Everaldo o lateral-esquerdo. Teve um gaúcho, Dunga, que se tornou histórico levantando como capitão, a taça do tetra; outro gaúcho, Luiz Felipe Scolari, comandando como treinador o penta. Agora, é o mesmo Dunga o treinador do Brasil. E nós, pobres mortais, esgotamos a nossa  história em Kléberson, único a sair de um time paranaense para jogar uma Copa do Mundo, em 2002, do Atlético.

Busco nesses antecedentes uma razão para não torcer contra o Internacional nesta final. Se existe quem não pode torcer contra por rivalizar com os gaúchos somos nós, porque não existe rivalidade quando a comparação é desigual.

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Mas a chance do Inter não está na fé em razão de torcida, mas do resultado de hoje no Morumbi. Por ser o primeiro, é o jogo que decide. Principalmente porque no Morumbi, o São Paulo sempre decide e vence porque além de ter poder técnico, tem o poder político, decisivo em Libertadores.

Denúncia

Quando não se esperava mais nada, faltava uma coisa: a denúncia por agressão de Dagoberto em Rubens Júnior, do Corinthians. Não entro do mérito se houve ou não, mas o simples fato do procurador dr. Schmidt ter dito que não viu o lance e ameaça denunciar por ouvir falar, já inviabiliza a legitimidade moral para a denúncia. E não houve agressão.

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No embrulho de pernas de dois jogadores caídos, a de Dagoberto atingiu Rubens Júnior. Embora tenha absoluta razão de combater a violência através da televisão, a Justiça Desportiva não pode assumir o poder de discrição, que só pertence ao árbitro do jogo.