O Atlético de Petraglia é assim: previsível, assina a derrota antes do jogo, como se fosse ritual solene de vida. O Atlético de Petraglia é mais ainda: irresponsável, improvisa um técnico que é um especulador de táticas, que não tem equilibrio emocional, logo agora que o time precisa jogar e ter paz. Mas o Atlético de Petraglia não para aí: agora, amedrontado pelas derrotas, esconde-se em campo como o seu presidente fora dele, que anda fugido da obrigação de explicar o seu retumbante fracasso no comando do clube.

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Por ser tudo isso, o Atlético de Petraglia perdeu o jogo para o São Paulo no Morumbi (1×0), e agora passará a encenar uma triste comédia que é a de implorar por sete pontos para não disputar o rebaixamento. O mais revoltante de tudo é que o Atlético de Petraglia não tem a mínima sensibilidade de respeitar o sentimento do torcedor: o revezamento da ilusão (liderança) com a realidade (rebaixamento) vem causando um estrago na paixão do atleticano.

O jogo no Morumbi foi no mínimo uma comédia: de um lado, um time fazendo de conta que jogava, o São Paulo; do outro, um time que, realista, fazia um esforço fora dos padrões humanos para conseguir o que para ele se tornou o impossível, o Atlético. Quando o São Paulo marcou o gol, o Furacão já estava entregue às arruaças do brinquedinho de Petraglia, que se chama Sergio Vieira.
Bruno Mota foi o único que quis jogar. E jogou.

Cristóvão Borges chega para corrigir os erros de Petraglia.

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Como todos os outros será mais uma vitima.

Salada

É fato: em condições normais, esse Atlético Mineiro sempre vai ganhar desse Coritiba. Mas é fato também: nessa derrota de sábado, o treinador Ney Franco teve intervenção direta para a construção do placar. As mudanças que fez transformaram-se no inicio em improviso para acabarem em invenção. Leandro Silva improvisado na lateral-direita, o excelente lateral-esquerdo Carlinhos no meio; Lúcio Flávio sem função, Marcos Aurelio sem condições, Henrique Almeida isolado no ataque e Negueba posto em outro mundo desconcertaram o time que está evoluindo taticamente. A lógica, que quer sempre a vitória do melhor, agradeceu Ney Franco, e o Galo goleou de 3×0.

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