Para seguir na Copa do Brasil, o Coritiba precisa fazer três ou mais gols contra o semiamador Nacional, de Manaus. Pela lógica deve ganhar. Mas o jogo não deixa de ser um jogo de futebol, por mais forte que seja a razão da lógica. Por isso é, ainda, possível perguntar: e se o Coritiba for eliminado pelo Nacional, de Manaus? Outra pergunta: será que não está faltando um motivo definitivo para mudanças no futebol dos Coxas? Nem mesmo a lógica é capaz de resolver essas dúvidas. Joguinho chato é esse! Se o Coritiba elimina o Nacional, terá cumprido a obrigação mas não terá respondido as duvidas. Bem resumido: a vitória necessária hoje apenas vai administrar o que se sabe que precisa mudar.
Interpretação
Modernizar é necessidade, não duvido. Mas modernizar no futebol, às vezes, virou pretexto para oportunidades de exploração dos clubes. Foi como pretexto de modernidade que surgiram as empresas de consultorias. Não é raro um preposto seu ter uma sala exclusiva na sede dos clubes. Essas empresas usam números contábeis, que no futebol se tornam abstratos. E os clubes compram esse serviço para usá-lo na mídia. No futebol, nada mais é poderoso do que a interpretação de números para se esconder a verdade. Mascara-se a aparência deformada. Confunde-se, às vezes, com manipulação, pois nenhuma conta, por mais exata que seja, resiste a duas ou três derrotas. Em uma semana, os números mudam. E essas empresas são tão poderosas, que levam a imprensa a cair no seu conto, ao transformar em notícia um fato de conveniência, divulgando-a como se esses números informassem uma verdade absoluta.
Obrigação
A Copel confirma que se obrigou a pagar o sistema de painel solar para a Baixada, mas nega que assumiu a obrigação de bancar o sistema do teto retrátil. O Atlético contesta e garante que a Copel assumiu o ônus do teto. A questão pode ir para a Justiça. A torcida do Atlético não quer saber quem tem razão. Quer é o teto retrátil cobrindo a Baixada.