Risco zero

A análise do que pode ocorrer em um jogo, por mais que se adote princípios seguros, não passa de tese, às vezes suposições. E se o objeto é o comportamento de Atlético e Coritiba, a analise se torna temerária. Nem em tese pode ser sustentada, diante da marca da irregularidade dos dois neste campeonato.

E veja se não tem razão diante de tamanhas contradições: o Coritiba, hoje contra o Grêmio, será aquele time brilhante que derrotou o São Paulo, ou o time medíocre que perdeu em Barueri? O Atlético, hoje em Santo André, será o time medíocre que foi no Olímpico, ou aquele excepcional que foi na Arena contra o Inter?

O que torna insegura qualquer análise é que Atlético e Coritiba, em condições normais, não são brilhantes, mas também não tão medíocres. A oscilação de comportamento na vida provoca insegurança. Talvez, esteja exatamente aí o grande problema para Atlético e Coritiba na rodada de hoje.

Os dois têm que se remontar taticamente para hoje. O Coritiba, porque foi ruim por inteiro contra o Barueri, e o Atlético, porque perdeu Wallyson por contusão, permitindo a volta de Rafael Moura.

O desembargador aposentado Walter Borges Carneiro me ironiza dizendo que ser comentarista é bom, porque dá para usar a surpresa do jogo como desculpa para mudar de opinião. Mas Atlético e Coritiba andam tão esquisitos, que qualquer análise diante desse estado carrega o risco do erro, para o bem ou para o mal.

Esperemos, então, o bem, só divagando, sem compromisso com a opinião. Assim, engana-se menos o leitor.

Fatos

Na edição da Folha de São Paulo, o Painel FC noticiou que a diretoria do Palmeiras está contrariada com Luxemburgo, também, porque teria exigido que os empresários Malaquias pagassem 5% para o empresário Sérgio Malucelli na futura venda de Keirrison, que agora está ocorrendo para o Barcelona.

Ninguém desmentiu. Nem quem pediu, nem quem vai receber, e nem quem irá pagar. Até aí, nada de anormal na relação perigosa que existe entre alguns treinadores e agentes, que no Brasil está chegando no estágio da promiscuidade.

O que causa espécie é que todos ganharam no caso de Keirrison. Menos os coxas, que revelaram e projetaram o jogador. Isso não é consequência da lei, mas do abuso de direito.

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