Por analisar-se, em regra, pelo óbvio, lançam-se desconfianças sobre o goleiro Neto, da Seleção Brasileira, que começa a jogar hoje as Olimpiadas de Londres. O óbvio é que lhe falta jogo. Des-preza-se o essencial, que é a sua excepcional condição de goleiro. Nesta posição, o essencial sempre foi o mais importante. Nascido e criado no CT do Caju, ensinado pelo mestre de goleiros Tedeschi, Neto é o fator que diminui o desinteresse dos curitibanos por esse Brasil em Londres. Com um futebol carente de revelação, o Paraná não concorre na Seleção com um único jogador em atividade por aqui. É a prova da nossa pobreza.
Custo
A semana do Atlético vai terminar com um único assunto: Paulo Baier. É a exata dimensão do atual futebol paranaense. E parece que irá continuar até dezembro de 2012, ganhando um dos maiores salários do futebol brasileiro. Não ir para a Portuguesa de Desportos não foi uma opção financeira do jogador, mas pessoal. No Atlético, tudo é cômodo: dinheiro em dia, na conta, morando com a família em cidade com qualidade de vida e sem cobranças profissionais.
Bem que Paulo Baier poderia retribuir o mínimo que o Atlético faz por ele. Já vai para quatro anos e apenas um título estadual ganho. A imagem, por enquanto, é a de ícone do rebaixamento. Em resumo: Baier tem seis meses para pagar a conta à torcida atleticana.