O Estadual vai terminar. Sem casuísmo, e por isso sem injustiça, concentrando a emoção só nos Coxas.

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Estimula-se a ideia de que a marca de invicto de 22 jogos do campeão foi mais produto da fragilidade alheia do que das virtudes próprias. É um equivoco colocar essa marca histórica sob essa suspeição. É que no futebol, o fato final não se associa às razões, que lhe deram ou supostamente lhe deram origem. Consumado, a história o recebe. Ignora a origem, eternizando-o.

E, mesmo que existam razões para lançar dúvidas sobre uma conquista, no futebol não se pode colocá-las como absolutas. Pode-se ganhar muitas vezes, mas não se ganha vinte e duas vezes sem ter alguma virtude. O que será do Coritiba, a partir de agora, é uma outra coisa. A história não se preocupa com o que ainda tem que acontecer.

A grande decepção no Estadual não foi o Paraná, mas o Atlético. E não foi por ter perdido o titulo, porque nada perdeu. É que não se perde nada quando a disposição de ganhar é apenas teórica, que se inutiliza na prática. A decepção foi a rotina de erros praticados pelo comando de seu futebol, incluindo aí o seu presidente. Foram incontáveis, incontroláveis, inerentes à ausência de discernimento para tratar o futebol como sério. Tratou-se o futebol atleticano no plano especulativo, contratando indiscriminadamente, tendo a especulação como único critério. Jogar com a especulação em qualquer circunstância é irresponsabilidade.

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Léo Gago, do Coritiba, foi o melhor jogador do campeonato. Diego, do Paraná, foi a revelação. A arbitragem foi um desastre. A prova: Evandro Rogério Roman, que é o melhorzinho que a FPF tem, apitou o Atletiba, que finalizou o título. Uma semana depois reprovou no teste da CBF.
Sonho, ainda, um dia escrever sobre o fim dos estaduais.

De primeira

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Ainda, vai ter uma sobra do Estadual: o julgamento do caso Rio Branco, última esperança do Paraná para ficar na primeira divisão. Será meu tema de segunda-feira, mas já adianto que há auditor sob suspeição.