Resto de ilusão

Quando não se renovam ideias e pessoas, todas as opções são penosas. No futebol foi uma coisa radical, restrita quase a uma aventura. Com o descanso de coxas tradicionais, o Coritiba passou a apostar em curiosos, cujo conhecimento não passava dos limites da arquibancada. Hoje já começa a pagar uma pena que pode se estender por anos: um simples empate em Belém, contra o Paysandu, vai reforçar os traços definitivos para a sua permanência na 2ª divisão em 2019.

Os tempos mudaram e hoje o futebol já não absorve fracassos pela história do clube. Com Bacelar, e agora com Namur, o Coritiba afundou tanto que já é um grande risco afirmar que uma Série B é passagem temporária.

Com a ideia de que a camisa, a torcida e a tradição são fatores que restabelecem a ordem histórica em pouco tempo, o futebol se tornou uma grande mentira. A partir de 2019, a tradição não irá mais para campo com o time. Com a televisão tornando todos iguais na Segundona, a diferença estará na criação de alternativas. E, para isso, o clube passa a depender de ideias e as ideias dependem de homens.

Os coxas jogam em Belém contra o Paysandu.

Qual seria o significado de uma vitória?

O da derrota, todos sabem.

Público padrão

Em condição racional, o Atlético levaria um grande público no jogo contra o Botafogo, na Baixada. O conceito de “condição racional” não é no sentido figurado, mas literal. Tratada de forma irracional, porque submete-se a um ambiente totalitário para entrar e ficar na Baixada. Por isso, o torcedor do Furacão prefere não ir.

Para a felicidade da diretoria (aí, incluo o presidente Emed, que concorda com os critérios petralhistas), mais uma vez o público será o padrão, de 10 a 13 mil torcedores. Não duvide se Petraglia achar que é um público grandioso para a Baixada vazia que ele sempre sonhou.

Fim de feira

Com todo o respeito ao poeta Fernando Pessoa, mas o Paraná faz eu lembrar do seu poema “Depois da feira”: “Vão vagos pela estrada, Cantando sem razão, À última esperança dada, À última ilusão, Não significam nada. Mimos e bobos são”.

O Paraná irá jogar contra o Cruzeiro. Com dispensas e devoluções, o ambiente é o de fim de feira.

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