O treinador Geninho falou que foi contatado (foi o termo que usou) pelo Grêmio Porto-alegrense. Disse que respondeu que aceitaria conversar após o Campeonato Paranaense.
Leio no Zero Hora que André Krieger, diretor de futebol do clube gaúcho, afirmou que sequer conhece Geninho. São, portanto, duas informações conflitantes. Quem estaria mentindo?
Vamos fazer de conta que Geninho está falando a verdade. E não existe motivo para duvidar dele. Ainda assim, fica comprometido no episódio, na medida em que confirmou que “aceitaria conversar após o Campeonato Paranaense”.
Se houve o convite ou não, é fato irrelevante. A questão é a seguinte: se Geninho tem contrato com o Atlético até dezembro de 2009, como se dispõe a conversar com o Grêmio após o nosso Estadual?
A resposta ao “contato” do Grêmio, e confirmada pelo treinador, rompe o vínculo de confiança, que deveria existir com o Atlético: quem admite sair depois de um determinado fato (no caso, depois do Estadual), pode fazê-lo a qualquer momento.
Mas o comprometimento do técnico não se limita à sua resposta condicional, infeliz. Será que o diretor gaúcho Krieger não conhece Geninho? Se for verdade, esse desconhecimento de quem vai decidir, não houve contato oficial. Esse é um exemplo de como o mercado profissional abala a pessoa.
Jogo
O Paraná deve vencer o Paranavaí, hoje à noite na Vila. E aí nosso campeonato, se não empolga pelo aspecto técnico, empolgará pela rivalidade. Depois de muito tempo, Atlético, Coritiba e Paraná vão disputar entre si e em jogos diretos, o título.
E o J. Malucelli? Pois é, fazendo travessuras, acaba se atravessando na vida dos três.
De primeira: Como é que a TV paga entrega um microfone para quem sequer sabe dos critérios de desempate do regulamento. Na transmissão de Atlético x Iraty, o narrador passou 90 minutos dizendo que o critério era o saldo de gols. Não sabia que era o números de pontos da fase anterior.