Era a regra: com razão, priorizando a Libertadores da América, em seu jogo antecedente por qualquer competição, o Athletico escalava um time de reservas.
Sábado, no Mineirão, contra o Cruzeiro, surpreendeu: não só escalou todos os titulares, como seu treinador Tiago Nunes devolveu ao time a mesma ordem tática, que exclui Cirino, inclui outro meia (Nazário) e manda Nikão jogar como meia e atacante pelos lados. Resultado: o Furacão não só ganhou (2×0), como fez o seu melhor jogo nesse Brasileiro.
A pergunta é: O Athletico excepcionou a regra de priorizar a Libertadores por tratar com desconfiança a esperança de ganhar na “Bombonera” ou para criar motivos técnicos e psicológicos que possam influir no jogo de amanhã?
Confesso-me teimoso em acreditar de que o Furacão tenha descartada a esperança de reverter a vantagem argentina.
Não obstante a influência que exerce o ambiente da Bombonera, ela não dispensa que o Boca seja no mínimo razoável, como a Baixada, não dispensa o Furacão dessa obrigação. Nessa fase caída do futebol sul-americano, as maiores diferenças entre os times estão na história e não no campo.
Às vezes, os treinadores precisam dar uma resposta psicológica para enfrentar uma derrota sofrida. Tiago Nunes se convenceu de que a derrota na Baixada muito dos erros do Furacão e pouco das virtudes do Boca. Remontou o time, individual e taticamente, ganhou do Cruzeiro e recuperou o estado de bem-estar que é necessário para o grande jogo.
Enfim, G4
No Couto, Coritiba 3×2 Botafogo-SP
A vitória empurrou os coxas para a vice-liderança da Segundona. Pode ser que com os jogos de hoje, esse estágio demore apenas 24 horas. No entanto, o simples fato de depender apenas de si a partir de agora imprime mais relevância na vitória. Um jogo com cinco gols sugere emoções. Mas esse foi de angústia, pois vencendo por 2×0, o Coxa permitiu o empate. E só mesmo uma jogada isolada (e brilhante) no 2º tempo, que resultou no gol de Alano, evitou outra frustração da torcida.
