Resgate

Os jovens não sabem quem foi Pedro Luiz. Conto-lhes: foi o maior crítico de futebol de todos os tempos do rádio esportivo brasileiro. Todos os dias, às 18 horas, o Brasil parava para ouvi-lo na “A opinião de Pedro Luiz”. Primeiro na Rádio Tupi de São Paulo, depois na Rádio Bandeirantes, onde se consagrou comentando os mundiais de 1958 e 1962, ao lado do narrador Edson Leite e do comentarista Mário Moraes. Pedro Luiz foi o maior no rádio, sem precisar ter sido jogador.

Os comentaristas criados em estúdio desapareceram. Os que remanescem, são os da antiga. São os melhores. Entre nós, Airton Cordeiro, Carneiro Neto e Borba Filho são capazes de dissertar qualquer assunto, por uma hora, sem um único erro. Houve uma invasão sem propósito de ex-jogadores. A maioria não passa por um teste de gramática. Não é o caso de Sicupira, o personagem principal.

Agora, está mudando outra vez. A ESPN Brasil só tem jornalista e radialista. Um melhor que o outro. Paulo Vinicius Coelho é o maior de todos. A SportTV demitiu Raul Plasmann, Júnior e Zenon. Resgatou o comentarista da antiga. A Globo deveria levar o gaúcho Ruy Carlos Osterman, como seu titular. É melhor que Falcão e Casagrande.

Raul virou técnico de futebol. Júnior, também. Assinou um contrato com garantias extraordinárias, principalmente salário, com o Corinthians.

O Brasil passa a adotar o sistema europeu. Ex-jogadores estão se tornando treinadores ou diretores de futebol. Camacho (Benfica), Rijkaard (Barcelona) e Ancelloti (Milan) já estão na linha de frente.

O Atlético deveria tirar Sicupira do estúdio de rádio, dar-lhe um salário digno para que supra a deficiência de conhecimento da diretoria sobre futebol. Sicupira não sairia tão caro em comparação ao “cientista” Antônio Carlos Gomes, que ganha trinta e cinco mil por mês, sem saber nada de futebol.

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