Lá pelas tantas, quando o Atlético passou a ser patético em campo contra o Cruzeiro, resolvi sair à cata de pelo menos uma razão para fazer da vitória do Paraná o meu tema principal. E, eu que sou tão intransigente com os defeitos dos outros, não encontrei apenas uma razão. Foram muitas, talvez todas, e de toda a natureza.

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E não precisei usar o controle mais do que duas vezes. É que encontrei o Paraná no lance do terceiro gol, o segundo de Cristiano: Joelson, atrás da linha da bola, ganhou o lance, e nada mais viu do que um movimento parecendo sair de um programa eletrônico, que embora simples, mágico para o futebol sem espaço de hoje um correndo pelo lado e foi Peter, e o outro correndo pelo meio, Cristiano. O gol foi apenas o belo corolário de uma única jogada que recepciona todas as virtudes e que não são poucas, do time tricolor. A vitória por três a um foi a conseqüência lógica de todas as virtudes.

Retorno

Resolvido o tema principal da razão, procurei um outro pela emoção. Voltei rapidamente ao jogo da Arena e concluí que o Atlético não é confiável, por ser um time cheio de contradições.

Fez um primeiro exuberante. Foram, talvez, os seus poucos bons momentos na Arena neste campeonato. Bem cedo fez um a zero com Michel, submeteu o Cruzeiro a um absoluto domínio a ponto de criar chances e perder dois gols: um com Dênis Marques e o outro com Ferreira, este na cara apavorada de Fábio.

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E daí vieram as contradições.

O Cruzeiro perdeu o seu melhor jogador com a expulsão de Martinez. Pareceu ser fatal: o Atlético se apavorou com a idéia de jogar contra dez, e se perdeu em campo. Tirou Dênis Marques que perdia gols, mas depois que ele saiu, perdeu a velocidade, e criou uma única chance com Marcos Aurélio. As circunstâncias dos noventa minutos é que ditam se um resultado foi bom ou não. O empate de um gol acabou evitando o pior.

Homenagem

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Hoje, o presidente da OAB Paraná dr. Manoel Antonio de Oliveira Franco faz aniversário. O abraço de homenagem que lhe dou e de todos os advogados, não é só em razão da data, mas em razão de que ela coincide com o fim de seu mandato no comando da OAB do Paraná. É possível que a marca da sua administração seja a imponente sede que a OAB construiu no Ahu.

Obra pequena, quase inexpressiva, diante da grandeza das outras. Não foi e não está sendo um período fácil, em que a sociedade teima em subtrair os valores para deformar o conceito de ética. A obra mandamental de Maneco está exatamente na preservação desses valores. Intervindo e combatendo o mal, inclusive dentro da própria classe, Maneco resgatou alguns valores, preservou outros, e devolveu a ética ao seu conceito literal, sem interpretações liberais e de conveniência.