Em Salvador, Vitória 2 x 1 Atlético.

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Quando a derrota é regra, a exceção do empate já seria no mínimo para ter uma ilusão futura. E o empate nem seria justo: o Atlético surpreendia pelo equilíbrio tático, era melhor do que o Vitória, vencia o jogo e ainda sofria os efeitos de dois pênaltis do baiano Leonardo, que não foram marcados.

Na virada do tempo, com o gol olímpico de Nei, existia a sensação de mudança de rumo. Mas a carência individual, a falta de qualidade, e ainda, a falta de condição física, não perdoam.

Por mais que o Atlético tivesse disciplina tática no final não conseguiu vencer as suas próprias deficiências. Poderia até com a superação, ainda, ter o controle do jogo, e evitar uma nova derrota. Mas a falta de qualidade do meio campo e do ataque, que esgota Ferreira, somou-se à deficiência física.

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E de forma humilhante: um time jovem, mas sem forças, submetendo-se no último minuto de jogo, a um arranque e um chute fatal do velho Ramon, que furou a rede.

Então, naturalmente, a regra voltou a prevalecer sobre a exceção, que infelizmente para a torcida atleticana, é a derrota.

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Expectativa

Nas mesas redondas das segundas, ouço elogios ao nível do Campeonato Brasileiro. Grandes jogos, garantem. Por me fixar mais nos jogos de Atlético e Coritiba, confesso que ainda não vi um grande jogo por aqui.

Talvez aconteça hoje no Couto Pereira.

Um líder sem justa explicação técnica, contra um time que como poucos, sabe usar os efeitos do seu estádio lotado para vencer. Foi assim que o Coritiba venceu Palmeiras e Flamengo.

E pode vencer o Grêmio, que tem um futebol que não se concilia com os números que já conseguiu. A noção exata está em Tcheco e Marcel: eles vão embora,e quando voltam ao Olímpico sempre têm um lugar reservado.

O Coritiba tem boa chance de encontrar a explicação para essa contradição.