Reforço

Não existe nenhum adversário mais forte para buscar saída de um estado de perigo do que a insegurança emocional dos jogadores.

Os equívocos se multiplicam, e se torna impossível combatê-los. A vontade, ao invés de alcançar a superação como meio para se vencer, transforma-se em cansaço físico.

Quando se pede apoio da torcida para ocasiões especiais, e em especial para ocasiões que provocam angústias, não se impõe o dever de compreender os erros. Mas quantos times já ganharam títulos e se salvaram, porque o último recurso foi buscado na arquibancada, através de apoio e gestos de compreensão.

O time do Atlético não tem muito mais que oferecer a essa altura do campeonato.

E se tem, está bloqueado, em razão de que a vitória, por mais simples que seja, transforma-se em um fato remoto. E se tem, precisa de alguém com força emocional para que, afastando a insegurança, passe a errar menos. Exercer influência positiva em momentos depressivos como esse, a torcida do Atlético já exerceu.

Amanhã, contra o Atlético Mineiro, ela tem um compromisso com a sua própria história.

Mas não se pode dissociar esse dever de arquibancada com o dever de campo.

São obrigações recíprocas. Talvez, a do time venha antes. Uma torcida pode ter compreensão ilimitada com um time; mas não compreende os erros pela omissão.

Riscos

O Coritiba joga hoje no Couto Pereira contra o Ituano, e deve vencer. Se não vencer, independente de razão, já haverá um culpado: sem ser o causador imediato da crise, René foi o responsável por tudo. Não pelos seus erros como técnico, mas pela reação que teve ao ser cobrado. Nem o dirigente pode cobrar aleatoriamente, nem o treinador deve se mostrar sensível por vaidade.

Às vezes a boa classificação de um time pode esconder problemas internos.

De repente, esta crise de relacionamento pode provocar reações positivas.

Isso sempre acontece, quando jogador e treinador querem provar que são vítimas.

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