Reflexos

Foguetes no domingo à noite, enterro simbólico na segunda-feira.

E, assim, a queda do Coritiba para a segunda divisão nacional, repercute na esfera atleticana. No entanto, a projeção dos efeitos da queda não pode limitar-se à ironia do simbolismo ou o deboche que a explosão de um foguete pode representar.

Os efeitos podem alcançar para o bem, o Atlético em cheio. Nenhum clube no futebol brasileiro sabe usar tanto o poder de marketing, como o Atlético. Lembro do capitão do título estadual de 1985, Nenê, hoje agente Fifa: ?Tudo o que se refere ao Atlético, é dimensionado naturalmente. Vale o dobro.?

Em dez anos, o Atlético viveu uma eternidade. Do estágio inferior ao Coritiba, dobrou a sua capacidade em tudo: em patrimônio, projeção nacional, títulos nacionais, disputas internacionais, e fatos extraordinários como a camisa que está na cápsula do tempo no New York Times. E fez tudo dentro de um mercado apertado pela divisão com o Coritiba.

Se mesmo dividindo o espaço com o rival histórico, o Atlético se tornou maior, por uma conclusão lógica esta fatia deixada pelo Coritiba, em tese, ira aumentar. Em tese, porque os atleticanos devem ter consciência de que o aproveitamento prático da queda do Coritiba, irá bem além da ironia, se o Atlético aproveitar com vitórias, conquistas e ídolos.

Diferença

Vejam a diferença de política entre clubes.

A oposição no Coritiba não foi só em decorrência do rebaixamento. Antes dele já havia sido exposta. Em resumo, a contrariedade a Giovani não estava na dependência da queda, que ocorreu.

Ontem perguntei ao amigo Enio Fornea Júnior, ex-diretor do Atlético, se como sócio iria votar na chapa de Mário Celso Petraglia, se iria votar em branco ou se iria abster-se.

Respondeu: ?Não só irei votar no Petraglia, como votaria em quem ele apoiasse.? Um dos motivos da supremacia atleticana está exatamente na absorção de mágoas de momento.

Como Petraglia será presidente do Conselho Deliberativo, espera-se que o presidente do Conselho Administrativo seja alguém de bom senso. Se Marcos Malucelli não quer ou não pode, e se deve ser alguém ligado a Mário, que seja então Tataio Bettega.

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