O apresentador Fernando Gomes, no “Mesa Redonda”, fez a Giovani Gionédis a pergunta que todos queriam fazer: por que o Coritiba denunciou o Atlético pelo uso de Diego? Giovani respondeu: “Caem quatro. Estamos em guerra”.

Agora, sou eu quem pergunta: o Atlético teria agido com esse espírito, denunciando o Coritiba? Respondo: não. Não em razão de ética, pressuposto de caráter que se afastou do futebol; mas porque Mário Celso Petraglia em épocas de tensão política não se expõe.

É a partir dessa ilustração de coragem e medo, que alcanço o tema central: Petraglia perdeu a identidade do dirigente fogoso, moderno e realizador, e o Atlético perdeu o ponto de referência. Hoje a imagem do grande dirigente não está mais ligada às realizações, mas às situações temerárias, verdadeiras ou não. Nunca se negava a Petraglia a divisão da história do Atlético. Hoje não se nega, mas pergunta-se: quais eram as intenções? A mesma torcida que promoveu o histórico “Fica Petraglia”, é a mesma que o constrange na Arena. Alguma coisa mudou e não foi a torcida.

Sempre que existe um movimento parlamentar, o Atlético direta ou indiretamente sofre danos. Não tem representação pública, pois aquele que se apresenta com poderes, sabe-se que de fato é mero figurante.

Deste quadro, extrai-se um silogismo com duas premissas positivas: a maior é a de que Petraglia se tornou refém do sistema, que o obriga a ficar anônimo; a premissa menor, mas mais importante para a torcida, é a de que o Atlético se tornou refém de Petraglia. O resultado é a absoluta estagnação do clube.

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