Não é de hoje, procurem saber dos números. O Atlético fez a história dos recordes de público nos estádios em Curitiba. Da velha Baixada ao Couto Pereira, passando por Vila Capanema -exceto a Vila Olímpica. Hoje, contra o Ceará, já entra em campo com o recorde de público batido do Janguitão. Todos os recordes, pelas mais diversas circunstâncias, não serão superados.

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A torcida do Furacão, que cresce renovada pelas mais diferentes classes sociais, virou uma febre, em especial entre os jovens. Nesse período de vida cigana, em que se obriga a jogar em todos os lugares, enquanto constrói o mais belo estádio particular do Brasil, às vezes dá a impressão que se transforma em um problema de segurança em Curitiba.

E não pense o leitor que essa grandeza decorre da quantidade. É também pelo apego ao clube como se fosse um valor irrenunciável de vida. Não se surpreenda: se a Baixada for inaugurada em 2013, terá a sua lotação esgotada por um bom tempo. É aí que o torcedor precisa separar a paixão do amor, consciente de que aquela extrapola limites, cria fatos inconsequentes e que, atualmente, não carregam atenuantes para uma punição. E se o Atlético já não tem mais onde jogar, o time tem concorrer para esse estado.

O jogo contra o Ceará não será fácil. O Ceará está na mesma fase do Atlético, em ascensão. Seu treinador é matreiro, e não foi por acaso que passou a ser chamado de PC Gusmão. Seu time não tem anjos nem inocência. De cobras criadas, é mortal no contra-ataque com o veterano Robert, fugitivo do Coritiba.

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Se Manoel está bem, tem que jogar.

Riscos

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Ouvi o treinador Marquinhos dos Santos admitir que o empate em Recife contra o Sport pode ser considerado bom resultado. Um resultado, desde que não seja de derrota, é bom ou não, depende das circunstâncias do jogo. Mas pode ser um bom jogo para o Coritiba esse de Recife. A responsabilidade maior é do Sport, por jogar em casa e estar atrás na tabela. Nessa situação não há quem controle a apreensão na dificuldade. Conta a lenda que o contra-ataque nasceu para explorar a intranquilidade alheia.