Passei o dia provocado por uma pergunta de atleticanos: por que o presidente Malucelli disse pelos jornais que o Atlético não tem condições de pagar mais do que ofereceu por Claiton? Só lembrando: a oferta foi de 150 mil dólares e os japoneses pediram 300 mil dólares.
Pelo tom de decepção dado à pergunta, lembrei de uma observação clássica do dramaturgo irlandês Oscar Wilde: “Falar a verdade faz você ser muito impopular no clube”.
Lendo os discursos de John Kennedy, apreende-se que “o melhor conselho a dar aos candidatos a mentirosos é que enganem a si mesmos primeiro; então, não precisarão mentir, mas apenas dizer em que acreditam”.
Não esperem mentiras ou ilusões por atos ou por palavras desta diretoria atleticana. Ao afirmar que o limite do Atlético é um para ter Claiton de volta, o presidente Malucelli só está sendo sincero e responsável. E responsabilidade e verdade são indissociáveis.
Não voltei a viver o ambiente diário do Atlético. E não o farei. Não me arrependo de nada que fiz na vida, mas se fosse para começar queria ser um jornalista de valores sob controle.
Prefiro analisar a notícia no dia seguinte.
Há sete anos o Atlético não tinha noção onde estava o limite das coisas. O sentimento que eu tenho é o mesmo que Obama expôs na sua posse de presidente dos Estados Unidos: o Furacão precisa ser reconstruído.