Recados

Ouvi o jogo de Beltrão. Com Edílson de Souza (excelente, aliás) e o tradicional Walter Xavier ouvi pela Transamérica o Atlético golear por seis a zero.

O rádio é provocante. Remete-o ao mundo da imaginação. É um criador de ilusão, um estímulo para a fantasia. Quando o seu time está ganhando de goleada, parece que é o melhor time do mundo. Pela narração, Dagoberto foi espetacular. Mesmo só ouvindo, neste ponto não precisa imaginar. É só presumir para ter certeza.

Como não tenho dúvidas de que o Atlético será o bicampeão do Paraná.

Vi o jogo do Pinheirão. Pela CNT, ouvi que embora o tempo passe, Fernando Gomes dá uma aula de narração pela televisão. Mas o jogo não foi igual à transmissão. O Paraná não ganhou por três a zero porque jogou bem, mas porque simplesmente não teve adversário. A maior lição do jogo foi dura: o responsável pela formação desse time do Coritiba deveria ser demitido. Nem o time que foi para a segunda divisão era tão ruim como esse que foi goleado no Pinheirão.

Embuste

O Dr. Bôrtolo Escorsin, presidente do TJD, e o procurador Adão Laslowski anunciaram um fato que seria a glória: o inquérito ?Bruxos 2?, em que é citado o presidente da FPF Onaireves Moura, não será arquivado. A fita que dá indícios ao esquema de corrupção será enviado para perícia. Seria a glória se não fosse um arranjo.

Embuste processual para não levar os bruxos a julgamento. A perícia de uma fita só é necessária se for tida como falsa, produzida por uma montagem. O argumento é de que existe uma contradição no seu conteúdo em relação aos depoimentos. Depoimento contraditório não reclama prova pericial, mas análise e interpretação do julgador. O depoimento de alguém convence ou não convence. Absolve ou pune. Perícia neste caso é um artifício para não levar os ?Bruxos 2? a julgamento.

Os precedentes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva mandam julgar e punir apenas por indícios. E no Direito Penal, indícios bastam para indiciar. O Direito Esportivo não exige nada mais do que os indícios. Existem dois exemplos clássicos: o do caso ?Ivens Mendes?, e o mais recente, a anulação dos onze jogos apitados por Edílson Pereira. O inquérito dos ?Bruxos 2? contém mais do que simples indícios. É mais grave que o dos ?Bruxos 1?, pois cita o comando da entidade.

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