Como se fosse verdade, afirma-se que o reinício do Brasileiro é a volta à realidade. Mas essa realidade é aquela que foi posta para nós pela Alemanha ou a que pode, ainda, carregar a pequena ilusão de que logo voltaremos a ser felizes? Seja qual for para tornar uma realidade suportável é preciso enfrentar com consciência as nossas limitações. E aí entra a imprensa esportiva com um papel fundamental: corrigir a maioria dos conceitos para que não se viva mais da aparência que esconde mentiras. Aliás, a grande imprensa (Rio e São Paulo), que em sua maioria, saiu desgastada por falta de previsão, por cair no conto de Felipão famosa na entrevista “entre amigos”, por ufanismo, para vender, ser ouvido ou lido. O jornalista Mauro Cezar Pereira, da ESPN Brasil foi grandioso, e saiu como exemplo de que a independência aproxima mais a crítica da visão para diminuir o risco de erro na análise.
Um desses conceitos que precisamos mudar é o de craque. Dentro da realidade que passa a ser exibida a partir de hoje, não haverá um craque jogando. Nossa realidade é de raríssimas promessas e poucos bons jogadores.
E qual a realidade do futebol paranaense?
Presumo que não tenham esquecido de que o Coritiba está na zona de rebaixamento. E, por má coincidência com seu preparador físico Paulo Paixão, entre os responsáveis pelo “bagaço” do Brasil na Copa do Mundo. E o treinador de goleiros Carlos Pracidelli, responsável por treinar Julio Cesar, que saiu como o pior goleiro da história das Copas.
Presumo que não tenham esquecido, de que o Atlético está no seu terceiro técnico em 2014, e que o como único reforço trouxe o volante Derley, que havia sido dispensado por incapacidade técnica.
Mas o que fazer se é a realidade que nós temos e merecemos.
Eu, também, estou de volta à realidade.