A vida continua é o consolo que adotamos quando temos que voltar à realidade. Sem corrermos mais o risco de sermos influenciados por um patriotismo de ocasião, que é motivado pelos interesses mercantis que é ofertado pela Seleção Brasileira, seguimos em frente.
No futebol, a mesma realidade que entrou em férias há um mês, está de volta. E é daquelas que dolorosas, que maltratam. Lembremos: Atlético e Paraná continuam na zona de rebaixamento, e o Coritiba, batendo-se como um pequeno para voltar à 1ª. Divisão.
Os coxas pelos menos estão seguindo uma política de contenção, cuja proposta é voltar à 1ª. Divisão, sem mais comprometer a sua estrutura já frágil. Não ser esperava mais do que ficar lutando para chegar à zona de acesso.
O Paraná não pode ser levado muito à sério. Com o time entre os quatro últimos, seu presidente e seu diretor de futebol tiraram férias e foram para a Rússia.
O Atlético é um drama. Prisioneira de Mário Celso Petráglia, sua torcida continua sendo castigada. Por ter sido pressionado a demitir Fernando Diniz, o cartola não permitiu que o presidente Emed contratasse reforços.
O resultado, é que o time que está sendo treinado por Tiago Nunes, é o mesmo de Fernando Diniz. Despreza-se, portanto, o principal fator que atraiu o Furacão para a zona de rebaixamento: a falta de qualidade do time, um dos piores dos últimos anos da vida rubro-negra. Fernando Diniz teve a responsabilidade de torna-lo, ainda, pior com seu esquema “alternativo”. É uma ofensa à torcida (e aí Emed, também, é responsável), que o Furacão retorne com Zé Ivaldo, de zagueiro, Camacho, no meio, e Pablo como “falso 9”, figura enterrada na Copa da Rússia.
Essa é a realidade melancólica que está voltando de férias.
Na Rússia
O sistema eliminatório em um torneio, como a Copa do Mundo, pode, às vezes, surpreender e causar injustiça. Mas, regra geral, não se afasta da lógica.
Bélgica, França, Inglaterra e Croácia são semifinalistas sem o benefício do casuísmo. Seguem na Copa, por terem sido as que, pelos mais diversos motivos, apresentaram mais virtudes, embora poucas, no momento da decisão.