No último comercial da Nike, Ronaldo, Ronaldinho e Kaká com a bola nos pés, na cabeça e no pescoço, deitam e rolam. Fazem coisas que só Deus acredita. Com dribles, tabelas e embaixadas, levam os portugueses ao arrependimento de nos ter descoberto. Humilham de Figo, Fernando Couto e Rui Costa, sob os olhares desesperados e arrependidos de Felipão.
A saída de Rivaldo os uniu. No campo virtual e no campo de grama. As cenas vão para ar, coincidentemente, com a primeira vez que estarão juntos em um jogo oficial. Mas diferente do comercial, em que os portugueses são obrigados a fazer transigência com o talento (Fernando Couto, é a exceção ao bater em Gaúcho), hoje não haverá concessões.
Os paraguaios já não são os mesmos. A velocidade, antes uma convenção da natureza do seu futebol, passou a ser apenas mais um ingrediente. Hoje correm, marcam e até aprenderam a jogar a partir dos excepcionais Arce e Gamarra. Tudo bem sincronizado. Copiaram a forma tática dos ingleses de jogar com duas linhas de quatro, que implica em nove atrás da linha da bola. Parece que é retranca, mas não é. Foram as últimas duas copas e estão a caminho da terceira.
Os brasileiros voltarão a ter gosto pela seleção brasileira. Não há como não ter sentimento por um time com Ronaldo, Ronaldinho e Kaká juntos. São os melhores do mundo atual do futebol. Fico a imaginar se Zidane fosse brasileiro.
O Brasil não seria o resumo do mundo. Mas o próprio mundo.
Benefício
Os sócios do Atlético, que compraram os direitos de uso das cadeiras superiores pelo equivalente a dois mil e quinhentos dólares receberam um belo presente de Petraglia e dos sócios americanos: pagarão 60 reais para assistir cada jogo na Arena pelo brasileiro.
Entendo que é muito pouco. Quem apóia a “cadeira popular” por 30 reais são os conselheiros e os sócios. Presume-se que quem é solidário ao preço de 30 reais, deve pagar 100 reais por jogo. O preço do camarote tem que ser justo: o ingresso terá que ser por cadeira e não custar menos de cem. Sugiro que o preço seja duzentos reais por cabeça.
E não adianta ir reclamar no Procon. Ontem ouvi seu superintende Algaci Túlio dizer na rádio que o órgão não pode fazer nada “porque o Atlético é uma pessoa jurídica de direito privado”. Pura ignorância que compromete, inclusive os seus assessores jurídicos. O Código de Defesa do Consumidor é para tratar das relações das pessoas jurídicas de natureza privada com o consumidor. Está escrito no Estatuto do Torcedor que se aplicam as leis consumistas. Algaci compromete o órgão e a si próprio. A procuradoria do órgão tem legitimidade para tratar do caso. Se tiver causa, é questão de ponto de vista. Mas negar atitudes sob o argumento de que o clube é uma ” pessoa jurídica de direito privado” é um absurdo jurídico.