Se não entendo muito de tática de futebol, entendo um pouco das variações dos sentimentos. Um dia desses, Geninho, treinador do Atlético, disse que gosta que seus jogadores sejam pressionados pelas criticas. Não sei onde quis chegar o bom homem. A resposta, no tom em que foi dado, interpreta-se de que ele e os jogadores foram vitimas de criticas injustas. E que só por causa dessa injustiça foram pressionados.

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A pressão emocional não deve ser aquela que é provocada pela opinião alheia, mas sim a emoção que nós próprios sentimos, quando nos propomos a alcançar um objetivo traçado ou exigido. São os sentimentos próprios de cada um que devem convencer se estamos certos ou errados. A dependência da critica para reagir deixa de ser natural, se torna mecânica, como que se sem ela não haveria necessidade de reagir e alcançar a superação.

A conclusão de Geninho faz parte da cultura recente, que implantou pendengas no futebol entre profissionais, torcedores e imprensa. Quando existe uma reação positiva, técnico e jogadores não desabafam porque satisfizeram o orgulho próprio de ter vencido. O que fazem é responder a critica como se critica fosse inimiga, e como se fossem à elas imune, e como se todas fossem injustas. A maioria dos profissionais no futebol brasileiro não têm a sensibilidade para alcançar o convencimento próprio de que, como seres humanos, são passíveis de praticar o erro.

E Geninho falou em um momento impróprio, porque vencer o Paraná não é referência de medição de virtudes, ou de correção dos equívocos, que ele e a maioria dos jogadores praticam há tempo no time atleticano.

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Demissão

Ivo Wortmann pagou a 1.ª fatura dos erros de comando do Coritiba. Foi demitido. Se Ivo praticou erros, muitos deles foi em razão da falta de amparo diretivo.

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A outra fatura, que é a mais cara, a diretoria já está pagando desde a derrota para o Iraty, e o fará até o final do mandato: perder o campeonato do centenário terá um preço ainda a ser avaliado para a história do grande clube.

O problema do Coritiba é a absoluta incompetência do G-9 para tratar sobre o objeto principal dos estatutos do clube: futebol. Desde que o coxa Tonico Xavier, sem nenhum motivo, foi demitido, o futebol desandou. Perdeu Dorival Júnior por falta de habilidade, obrigando-se a contratar por exclusão, daí ter restado Wortmann. Em toda a solução por exclusão, o risco do erro é bem maior.