Bem que temi pela mesmice. Se alguma coisa tinha mudado, ninguém viu no primeiro tempo: o Atlético era o mesmo com todos os defeitos antigos e nenhuma virtude. Não jogava a bola pelos lados, e insistia com um meio estático, que esbarrava na retranca da Portuguesa.

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Mas daí veio o intervalo e quinze minutos foram suficientes para Geninho estrear: mandou Fernando e Júlio César jogarem com Alberto e Netinho pelos lados, tornando o que parecia difícil, absolutamente fácil e natural. O Atlético ganhou da Portuguesa fazendo uma partida razoável. Escrevo razoável, porque é impossível que um time que jogava tão mal, de repente, jogue bem. Seria perigoso se o Atlético tivesse feito um grande jogo. O razoável foi melhor que o bom. São contradições próprias do Furacão de hoje.

Esses ganhos se não são motivos para euforia, provaram que é possível a evolução. Basta Valencia e Júlio César continuarem livres de lesão, pois com o colombiano o meio e a defesa ganham segurança, e com Júlio o time ganha ritmo técnico e lucidez para criar alternativas de jogo.

O problema continua sendo o jogador de ataque. Rafael Moura além de ruim, é preguiçoso, daí ser presa fácil para qualquer zaga. Se Geninho pretende fazer o time chegar com os cruzamentos de Alberto e Netinho pelos lados, então, é preciso de um outro. Deve ter algum menino no júnior, se Pedro Oldoni virou descartável.

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Júlio César e Valencia foram os melhores do time.

Em forma, Alberto será a fonte da salvação.

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Nova derrota

Carlinhos Paraíba não jogou porque está mal. Ou é esse o seu normal? Marlos não jogou porque não teve vontade. Terá um dia? Por isso e porque o esquema isolou Keirrison, o Coritiba perdeu outra vez no campeonato. Para o sofrível Vitória, em Salvador: 1×0.

Uma derrota previsível, tratando-se de um time que bateu no limite. Daí a queda aumentar a cada rodada. Se perder para o Fluminense no Maracanã, vai usar a gordura adquirida para chegar à Libertadores, para evitar um constrangimento no final.