A última notícia sobre o Atlético foi a de que a energia da Arena da Baixada foi desligada porque há quatro meses o clube não pagava a fatura. A próxima notícia será que um juiz da Fazenda Pública mandou penhorar o CT do Caju, a Arena da Baixada, bloquear contas bancárias e outros bens referentes a direitos, inclusive de créditos futuros. Já tinha sido constrangido com ações o Município em razão do valor das desapropriações.

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Não canso de escrever que o Atlético tem razão jurídica. Mas começa a lhe faltar a razão moral, que também tem relevância para a formação do direito. A figura de Petraglia atrapalha a razão jurídica. Os excessos de sua gestão na administração da obra, que é fato notório; a confusão indisfarçável entre o interesse público e privado, como contratar prestação de serviços diretos com empresas de familiares sem a mais singela uma tomada pública de preço e a soberba materializada com o teto retrátil são elementos que irão concorrer no julgamento das causas. Por isso, nem a boa-fé como fundamento relevante nas relações contratuais pode ser invocada neste momento, se a idéia que se tem é que Petráglia quer é não pagar, o que não é verdade.

Há um ano, Petraglia – como uma carpideira – tem a mesma ladainha: culpa os agentes públicos. Mas o corte da energia não pode ficar na conta do poder público, mas na conta da sua irresponsabilidade. Trânsito para chacotas e humilhações, o seu ato foi uma violência contra a torcida do Atlético, e prova definitiva de seu desprezo por ela.

Solução

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Hoje o Conselho Deliberativo do Coritiba irá analisar o relatório sobre o caso dos 200 mil reais tirados do caixa para a campanha de Gomyde para a FPF. Já há fatos provados: 100 mil foram depositados em conta de terceiro, que não tem nenhuma relação contratual com o Coritiba. E os outros 100 mil, não há prova do seu destino. Repito que a questão não é econômica, mas o ato em si. Esse é o bastante para que os conselheiros exonerem André Macias, que orientado por seu advogado, indicado por Petraglia, criou o artificio da licença do cargo para salvar a pele.