Rastros

Em Luque, colada em Assunção, o Furacão joga tudo o que lhe restou para jogar nos quatro anos da administração Petraglia. Não se surpreendam, mas gostaria de ver o Atlético seguir em frente na Copa Sul-Americana. E não é só pelo clube, mas por Petraglia também. É fato notório: o presidente, em público, sempre mostrou indiferença para os resultados de campo, por ter confessado que não gosta de futebol e não entende de futebol.

Mas, às vezes, teimo em acreditar que Petraglia não tenha o mínimo orgulho próprio de entregar o Furacão sem ganhar nada. Um ser assim torna-se inimigo de si próprio. Se o presidente não faz questão de ganhar, o Atlético deveria fazer questão de ganhar por ele. Seria melancólico, e talvez injusto pelo que fez, que Petraglia encerre a sua administração deixando um rastro inapagável de perdedor.

Para sair classificado de Luque, o Atlético tem que correr como anda a correr, e jogar mais do que anda jogando. Não se pode ignorar que só ganhou na Baixada em razão de que o gol teve vício na sua origem que foi a falta de Walter. E que ganhou do Fluminense só porque o goleiro Weverton foi espetacular.
É jogo para sofrer.

Às vezes vale a pena sofrer.

Crise

Quem tem uma torcida do Coritiba não precisa ter inimigo. A invasão a local restrito, com a intenção de constranger os jogadores, é a prova da falta de respeito com o clube. Definitivamente, agora o time está ambientado no medo, tendo que jogar a sua partida mais importante, contra o Figueirense, protegido por seguranças e policiais. Não precisa conhecer a ciência sobre a emoção, que trabalhando sob ameaça, o ser humano tende ao fracasso.

Quem tem alguns conselheiros, incluindo Pierpaolo Pietruzziello como tem o Coritiba, não precisa de inimigo. Reunir o conselho e dar liberdade para discutir a presença de Ney Franco no comando técnico e sugerir a sua demissão é prova de que tudo no Alto da Glória está em descontrole.

Resultado: se Coxa não ganhar do Figueirense, no sábado, imediatamente Ney Franco terá que ser demitido.
Dito em resumo: a torcida e o Conselho criaram elementos que podem concorrer diretamente para o ambiente de tensão contra o Figueirense.

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