Rancho das flores

O processo político de um clube de futebol não é diferente do processo político de partidos. Um dos pressupostos da oposição é buscar benefícios de eventual fracasso de quem está no poder. O exemplo mais recente no futebol paranaense foi dado pelo Atlético. O grupo de oposição, comandado por Mário Celso Petraglia, fez de tudo: Entre muitas cartas, jogou com a principal: o rebaixamento para a segunda divisão, que acabou ocorrendo.

É isso que está ocorrendo no processo político do Coritiba. Surgiu uma oposição, que sem ter um diferencial de pessoas (são as mesmas de antigamente), joga com a carta viciada: quanto pior, melhor. Como toda a oposição, essa torce pelo rebaixamento do Coritiba. E não adianta querer dizer que não: a busca pelo poder tem a capacidade de esvaziar ideais e contrariar sentimentos.

No caso do Atlético, havia uma diferença brutal: Petraglia foi sincero. Às claras, mandou invadir o sistema do banco de dados do clube, colheu e publicou o salário de cada jogador, mandou fazer passeata, fez o diabo. Em nenhum momento fugiu do pau: mostrou a cara, não usou terceiros e foi até o fim.

No caso do Coritiba forma-se uma oposição por ex-dirigentes, que direta ou indiretamente concorreram para a atual situação do clube, não obstante apresentarem-se como representantes do “bem”. Querem um exemplo? Dou três: Eduardo Jaime é uma das referências da oposição. É o mesmo cuja empresa cobrava 38% da venda do plano de sócios que adquiriam por serem coxas. É o mesmo da conta espetacular de flores do famoso “jantar do Centenário”, no Curitibano. Outro: o médico Luiz Fernando Macedo. Pessoa séria, coxa grandioso, mas mantem-se fiel à sua espiral tradicional de apoiar, brigar e depois sair. É uma maneira de nunca se comprometer.

Mais um, talvez o principal: Ernesto Pedroso. Se as suas intenções fossem apenas para recuperar o Coritiba, seria um candidato certo. Mas a sua disposição é apenas afastar Vilson Ribeiro de Andrade do clube. É uma questão pessoal. Por isso não é candidato a presidente. Fui informado, de que entre as razões que motivaram Marcelo Almeida em não aceitar ser presidente, também, foi a carência que sentiu em quem se dispunha a apoiá-lo.

Uma oposição séria reclamaria o peso de Giovani Gionédis, Sérgio Prosdócimo, Joel Malucelli, José Arruda, José Hipólito Xavier da Silva, Edson Mauad, entre outros. Mas esses são coxas puro sangue, incapazes de terem satisfação no gol do adversário.

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