O Atlético que era grandioso agora é soberbo. Pelo menos o foi contra o Atlético Mineiro. Goleou por cinco a zero, foi impecavelmente perfeito sob o aspecto tático e mostrou que tem em Jádson mais do que um grande jogador, um craque. Já escrevi: Jádson é uma nova versão de Alex com duas diferenças: é atleticano e um destro que faz gol também de perna esquerda.
Na Arena teve dois jogos. Um do Atlético, simplesmente perfeito. A partir da marcação exaustiva para ganhar a posse de bola, correu em velocidade à procura do gol. Aí, o seu jogo era interrompido, porque surgia o outro, o de Jádson. Só que os dois, a certa altura, obrigatoriamente, se uniram. E em um jogo único, o Atlético humilhou o Galo com três gols de Jádson e um do meu ídolo Washington. O gol de arremate foi Dênis “Oséas” Marques.
O Atlético foi tão soberbo que esvaziou a análise crítica do jogo. O que escrever além da décima quinta linha?
Ofensas
Ninguém é mais crítico do que Mário Celso Petraglia. Respondo por isso a dois processos. Um deles, o segundo, foi em razão da defesa que fiz da torcida em razão do preço dos ingressos. Não recebi solidariedade de ninguém. No sábado essa mesma torcida ofendeu Petraglia porque houve aumento do valor do ingresso. A ofensa foi absolutamente injusta. Alcançou a pessoa que sempre foi transparente, independente de estar errada ou não.
Mário Celso nunca negou a sua proposta de valorizar o ingresso na Arena. Não tem culpa que as pessoas cedem aos seus encantos, como ocorreu com os dirigentes do Procon. Bastava o Procon dizer não e o valor do ingresso continuaria ser quinze reais.
De qualquer maneira, ficou provado que Mário Celso é fenômeno. O Atlético é líder há duas rodadas, está há 16 jogos invictos e tem o craque do campeonato, que é Jádson. No entanto, o seu grande comandante continua sendo ofendido pela torcida. Mário Celso precisa reagir.
Fracasso
A vitória do Paraná foi justa. Jogou pelo resultado, fez um gol com Edinho e deixou o resto por conta do extraordinário goleiro Flávio. A vitória pode não resolver a vida do Paraná, mas definitivamente mostrou que a vida do Coritiba vai mal. Jogadores até o Coritiba têm. O problema, insisto, está em Antônio Lopes. Convencional, não sabe mudar um jogo.