Quinta categoria

A curiosidade me empurrou para dentro de uma banquinha, para comprar a revista Piauí. Nela a entrevista com Ricardo Teixeira, que se apresentou definitivamente nu ao Brasil. Entre outras coisas, constrangeu a Globo a não criticá-lo, ameaçando-a com a repetição de boicote de interesses. Rebaixou a imprensa brasileira ao estágio de “quinta categoria”.

Palavrões antecederam respostas. Publicamente, beliscou a filha de onze anos por ter lhe questionado a mudança de voto na eleição da Fifa.

Disse mais palavrões, disse que é o rei, que a Copa do Mundo é sua, que faz e desfaz, que tira e põe, abre e fecha negócios, que se faz fila nos tribunais superiores para cumprimentá-lo. Ricardo, por um assessor, disse que achou simpática a entrevista. Também, aí, nenhuma surpresa.

É que a revista Piauí pertence ao grupo do cineasta Walter Salles, herdeiro do Unibanco-Itaú, patrocinador da Copa do Mundo, que era do Brasil, e agora, oficialmente passou para a esfera patrimonial de Ricardo Teixeira, conclusão inevitável que se chega no seu final.

Proposta

Uma das propostas que foi oficializada ao Atlético para construir a Arena da Baixada é da Construtora Triunfo S.A. Seu maior acionista é um atleticano fanático, de cantar a versão adaptada do Pink Floyd. Absolutamente sólida, de patrimônio invejável, a Triunfo constrói do piso ao teto, de porto a estrada.

Com relação pessoal com atleticanos envolvidos no projeto da Baixada, pode atender todos os interesses, e transformar-se na solução para pacificar o clube.

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