Questões

O Coritiba joga por um empate em Londrina e deve ganhar o turno do Estadual. Questões de rotina não provocam temas. Então, a pergunta é outra: e se o Coritiba perder o jogo em Londrina e não ganhar o turno, o que ocorrerá?

A torcida não se faz de boba e não disfarça: a liderança, que torna o ganho do turno provável, não é o bastante. De um time em que as estrelas se destacam mais pelo salário do que pela qualidade, não poderia ter nenhuma suspeita técnica e tática.

Volte-se à questão de cima: e se o Coritiba perder o jogo em Londrina e não ganhar o turno, o que ocorrerá? Em tese, não deveria ocorrer nada pela certeza de que será favorito para ganhar o segundo turno. Mas um fracasso, que é possível, na prática vai aumentar o desgaste dos profissionais, pois se líderes já recebem vaias, não haverá conforto no fracasso.

É essa hipótese futura, e não a vitória em si, que impõe a responsabilidade para os Coxas. Ganhar o turno é muito mais importante para a sua vida interna do que a repercussão externa que trará a vitória.

Impacto

A matéria da Folha de S. Paulo, expondo a vida rica que Ricardo Teixeira leva em Miami, mostra os verdadeiros objetivos da maioria dos dirigentes do futebol brasileiro. Ricardo é exposto não em razão do que fez no Brasil, mas fora dele, denunciado pela imprensa inglesa, e agora francesa. No Brasil, em menores proporções, pratica-se o mesmo desvio ético, que são escondidos por resultados de campo, em um locupletamento através da paixão. Na mesma proporção que os dirigentes enriquecem, os clubes vão ficando pobres. E, por isso, após a Copa do Mundo, vai faltar casa para vender em Miami.

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